Connect with us

Entrevistas

Entrevista – Daniel Maloni

Entrevista – Daniel Maloni

Nestes 10 anos de F1 Brasil Clube, um dos nomes mais marcantes na história deste grupo é o de Daniel Maloni. Paulista de Rio Claro, Maloni marcou uma geração de ouro no F1BC com corridas brilhantes e conquistas importantes para sua carreira no Automobilismo Virtual.

Sua contribuição ao automobilismo virtual transcendeu as pistas, onde sempre foi um exemplo de esportividade, chegando ao posto de Coordenador Esportivo do F1BC, além de orientar diversos novos pilotos em seus inícios de carreira, também através de sua liderança sobre a equipe Escuderia Chiara.

Daniel Maloni é cabeleireiro, casado, tem uma filha ainda pequena, já conheceu pessoalmente e mantém grandes laços de amizade com vários participantes mais próximos de sua época, incluindo o diretor do F1BC Rodrigo Wizard.

Mesmo afastado das pistas virtuais, não podemos deixar um nome como o de Daniel Maloni fora das comemorações de 10 anos do F1BC, e por esta razão ele é a segunda vítima deste quadro, e conta um pouco de sua carreira e algumas histórias curiosas.

Por Leandro Vieiras

F1BC: Daniel, primeiramente obrigado por aceitar este convite! É uma honra ter você registrando histórias nesta seção! Me conte como começou a sua jornada no Automobilismo Virtual e aqui no F1BC?
Daniel Maloni: Obrigado Leandro, e eu agradeço também essa lembrança a honra é toda minha. A jornada começou em meados de 2008 através do amigo André Chiara, na época conheci ele através dos servidores publicos de F1 Challenge 99-02, me convidou para participar de um Clube onde ele e seus primos Chiaras já participavam, aceitei, e apartir dai nunca mais sai do F1BC.

F1BC: Você andou de Turismo, de GT, de Fórmula, de Indy, de Mario Kart, Rock n’ Roll Racing… Qual foi o carro que te marcou nestes anos de carreira?
DM: De fusca também! hahahahaha. Sem duvidas o carro mais marcante foi o Indy Pro, Cart 95, saudades.

F1BC: Por muito tempo, você foi coordenador esportivo aqui no clube. Gostaria de saber um pouco desta experiência, já que você saiu das pistas e pasosu para o outro lado.
DM: Foi uma das experiencias mais significativas e prazerosas dentro do clube, ajudar os pilotos nas dúvidas, solucionar as dificuldades que as vezes nos era impostas, lances a serem discutidos, e acima disto um respeito muito grande por parte do clube, e ao final de uma temporada quando olhavámos para trás e víamos que tudo tinha dado certo, era muito prazeroso, mas, quando olhavamos para frente, víamos um gigante a ser derrotado novamente. Esse ciclo era perfeito para mim, e fazer de forma perfeita era meu objetivo, olhar para seu lado então, e saber que os organizadores eram da mesma seriedade e mesmo comprometimento, dava gosto trabalhar e creio que seja assim até hoje.

F1BC: Você me contou de um carro inesquecível, agora eu quero saber de um momento marcante vivido aqui no clube.
DM: Eu tive muitos momentos, todos me recordo com certa comoção até, ser campeão entre os novatos com o Clio [Touring Light 2009/2] teve sua imensa importância para mim. Consquistar um pódio no grid da Formula Pro com todos os Fagner Roberto, Andre Cozza, Rafael Cozzi, Ciro Nishimura, entre outros foi marcante. Mas o que me tirou um descarrego, um grito entalado mesmo, foi o título da Indy Pro [2013/3], foi muito batalhado para ter esse, achei por momentos que nunca conseguiria.

F1BC: Por qual motivo, razão e circunstância, não estamos vendo o Daniel Maloni nas pistas?
DM: Mudei de casa, e logo em seguida já nasceu minha filha, então o tempo noturno ficou para cuidar dela, esse é o motivo pela qual estamos afastados.

F1BC: Punta Taco: Faltam 3 voltas para o fim da prova e seu combustível é suficiente para 2 com você na ponta da corrida. Splash and Go ou Segura no acelerador?
DM: Isso me aconteceu por diversas vezes, na Indy Pro até mesmo me despercebi e fiquei sem combustivel na metade da corrida ainda (risos), e uma corrida especial da Nascar Pro, economizamos ao máximo o que podíamos, todos os pilotos pararam para o Splash, eu fiquei quietinho, afinal estávamos na mesma equipe, tentei e parei a 200 metros da bandeirada vendo todos passarem. Creio que a experiencia me faria hoje parar para abasetecer.

F1BC: A cada temporada temos novos pilotos chegando no clube e adquirindo experiência. Qual a melhor dica para quem está chegando?
DM: Dar sempre credibilidade ao clube e ter a seriedade de um profissional mesmo estando em casa, buscando fazer do clube um local de lazer, fazer amizades não só com os amigos de equipe mas com o F1BC de maneira geral.

F1BC: E como o Daniel enxerga o AV em geral hoje? O que temos de melhorar?
DM: Cada vez mais o AV se torna profissional, mais disputado, e creio que o que tem de melhorar é a intenção dos pilotos em aproveitar ao máximo toda a estrutura oferecida pelo F1BC. A cada temporada o clube inova, busca se aperfeiçoar por conta dessa busca dos próprios pilotos. Creio que com mais anos a frente, estaremos vendo suporte por que não de emissoras de televisão e ou espaço em grandes sites jornalísticos de esporte, vamos aguardar.

F1BC: Você não foi de ter extremas rivalidades, mas quem foi o seu maior oponente nas pistas e por quê?
DM: Meu maior oponente foi Daniel Maloni. Sempre fui de buscar o meu melhor, fui limitado em algumas categorias e em simuladores de F1 sempre tive alguma dificuldade mas persistia muito e treinava bastante. Mas para fugir um pouco das corriqueiras, tinha sim alguns momentos meu em que queria vencer algum adversario em especifico como o Cadu (Carlos Cunha), na Indy Pro tinha a rivaliadade de forma respeitosa da minha parte com a Sinister em especifico com o Fabio Neris que era muito forte na categoria, nos formulas sempre enchia as paciências do André Cozza quando chegava a frente dele, mas ele sempre arruma uma disculpa hahahahaha. E gostaria de adicionar um dos caras que mais ganharam meu respeito dentro do clube, Rafael David.

F1BC: Para fechar, já agradecendo a sua participação aqui: O que esperar do F1BC nos próximos 10 anos?
DM: As mentes mirabolantes por trás do F1BC pensam muito mais além do que eu, e acho que não tem limites para quem os conhecem e sabem a importância do F1BC na vida deles e a paixão que eles tem por isso tudo, por velocidade, por história, pela organização não só na parte esportiva, mas quando você olha para trás e vê a história toda organizada, todo seu contexto eu deixo pelas palavras mais usadas pelo Cadu: SUCESSO!

More in Entrevistas