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Não são Grande Prêmios, são histórias

Não são Grande Prêmios, são histórias

Há pouco mais de um ano que escrevo as notícias das corridas organizadas pelo F1BC e, há poucos meses, assumi a responsabilidade total da parte jornalística do clube. Apesar de tamanha responsabilidade para apenas um estudante de jornalismo, tenho cumprido meu papel, pelo menos foi o que ficou claro após a última pesquisa feita com os pilotos e espectadores.

Relembrando o ano de 2015, quando entrei no automobilismo virtual, não tem como imaginar que chegaria onde cheguei. Ser o redator de uma das maiores, senão a maior, liga do ramo no país não passava nem de longe pelos meus planos. Mas aqui estou e com a notícia do GP de número 3000 no meu currículo.

Mesmo que não seja tanto tempo à frente das notícias e muito menos neste mundo do e-sports, já escrevi tantas matérias que consigo afirmar que 50 minutos, 80 ou 120 voltas de intensas disputas não podem ser consideradas como apenas grande prêmios. São horas de treinos, sentado em um cockpit, em preparação para uma etapa. Mas até aí beleza, os pilotos da Formula 1 também passam horas treinando, também acomodados em um cockpit, se preparando para um GP.

O segredo está onde ninguém vê. A maior parte de quem entra ou entrou no automobilismo virtual tinha o desejo de ser piloto, que não foi alcançado. E aí, criam-se equipes, times que dão um duro danado para chegar na corrida com os seus carros pintados, com seus patrocinadores em evidência. Mais para frente, surgem as rivalidades dentro das pistas virtuais – Indy e Nascar que o digam -, as vitórias inesperadas, as derrotas na última volta, a queda de conexão fatal na última curva, as disputas… E por aí vai.

Você acha mesmo que tudo isso descrito pode ser chamado de Grande Prêmio? Grande Prêmio é de Formula 1, que envolve dinheiro grande, marcas milionárias, empresários super ricos, pilotos paitrocinados e tudo mais. Isso daqui são histórias. E se chegamos ao 3000º GP, são 3000 histórias diferentes.

Hoje é uma sexta-feira, dia 2 de março de 2018. Vamos para mais um final de semana de descanso e com sentimento de dever cumprido das 3000 corridas organizadas pelo clube. Na segunda-feira, a partir das 22h, quando chego da faculdade, sentarei na minha cadeira, em frente ao meu PC, abrirei o bloco de notas e mãos à obra. Afinal, preciso contar mais histórias para vocês.

João Marcelo Campinho
Redator do F1 Brasil Clube

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