Resultado

Magny-Cours

Touring Junior

F1BC Touring Junior 2014/1 @ Magny-Cours

Mais um campeão do F1BC foi definido nesta T1 de 2014: Carlos Barreto. Na sétima e decisiva etapa da Copa Cockpit Extreme Racing Touring Junior, realizada na noite de quarta-feira (23), o competidor da Sinister fez prevalecer o favoritismo em relação Thiago Pimenta e Guilherme Borlenghi, os dois concorrentes que ainda tinham chances de roubar sua conquista no circuito virtual de Magny-Cours.

Wand Villela, terceiro na tabela até então, também poderia festejar o título na pista francesa, mas sequer compareceu à prova e deixou a definição do certame na mãos dos outros três nomes. E foi justamente o azarão da turma, Borlenghi, que se destacou na classificação, ao ignorar os 131 quilos de lastro e marcar um brilhante segundo lugar no grid, dividindo a fila inaugural com o irmão e companheiro de Hattrick, Giulio.

O Borlenghi mais novo simplesmente sobrou na tomada de tempos, sendo pelo menos seis décimos mais veloz que todos os adversários e o único a andar na casa de 1:50. Pimenta alcançou o quarto posto na grelha, apesar dos 140 quilos extras, enquanto Barreto sofreu bastante com os 152 quilos acrescidos a seu Renault Clio e terminou a fase posicionado só em décimo.

Classificação

1 Giulio Borlenghi (Hattrick), 1:50.451

2 Guilherme Borlenghi (Hattrick), 1:51.037

3 Maurino Jr (Vakuum), 1:51.183

4 Thiago Pimenta (Mondial), 1:51.289

5 Anderson Hartmann (Vakuum), 1:51.406

6 TH Lemos (Grip), 1:51.464

7 Marcelo van Kampen (KAMF), 1:51.604

8 Patrick Ramos (Pro Drivers), 1:51.683

9 Anderson Garcia (Sinister), 1:51.760

10 Carlos Barreto (Sinister), 1:51.805

11 Danyel Albuquerque (Grip), 1:52.197

12 Gilson Junior (KAMF), 1:52.235

13 Claudio Teles (Torresmo), 1:52.358

14 Ramon Barros (Grip), 1:52.806

15 Pedro Jannini (Raptors), 1:52.947

16 Lucas Silva (Vakuum), 1:52.995

17 Paulo Quintal (Independente), 1:53.069

Apesar da boa vantagem na tabela de pontos, Barreto não teve lá o início de prova dos mais tranquilos em Magny-Cours. Primeiro, teve de escapar de uma série de confusões na largada, que levaram Sandro Ferreira e Anderson Garcia a rodarem, e Gilson Junior a capotar espetacularmente até o abandono imediato. De potencial vítima, porém, Carlos saiu da história como beneficiário, já que aproveitou todos os entreveros para subir a sétimo ainda na volta inaugural.

Só que, do outro lado, Guilherme Borlenghi assumira a dianteira na largada, com Maurino Junior em segundo e Pimenta na terceira posição, todos aproveitando começo ruim de Giulio Borlenghi. Para complicar ainda mais, enquanto os quatro ponteiros se digladiavam em grande batalha pela ponta, Barreto travava rodas e escapava sozinho da pista no segundo esse do traçado, na volta 5, ficando muito perto de bater na proteção de pneus e caindo algumas posições.

Duas passagens mais tarde, Giulio conseguiu despachar os três rivais que vinham à sua frente e assumiu a liderança após ultrapassar o irmão, que sentia as dificuldades do excesso de peso. Na longa curva Estoril, Guilherme perdeu o controle, rodou e foi parar na área de escape, o que o tirou das duas brigas - da corrida e do campeonato - e elevou Pimenta à vice-liderança. Com Barreto em oitavo, Thiago chegava a uma situação matemática que lhe daria o título.

Mas a alegria não duraria muito: assim como Barreto, Pimenta teve de adotar uma tática de dois pitstops, devido à degradação atroz que o lastro alto provocava aos seus pneus. Foi um verdadeiro balde de água fria para seus intentos, já que a maioria dos outros competidores optou por só uma troca, limando qualquer chance de brigar pela vitória e até mesmo por um pódio.

Assim, o cenário do terço final da corrida ficou dessa forma: Giulio Borlenghi desgarrado na frente, Maurino Junior e Patrick Ramos, que se deu muito bem na janela de paradas, lutando pela segunda colocação, e Pimenta se segurando dos ataques de Barreto em quarto. A três giros do fim, Carlos conseguiu a ultrapassagem que enterrou de vez as esperanças do rival, duas passagens antes de Maurino aplicar um belo "xis" sobre Patrick, no grampo da Adelaide, para se consolidar como vice-líder.

A vitória foi de Borlenghi, sua segunda na temporada, compartilhando a cerimônia de premiação com Junior e Ramos. Mesmo com uma punição de 20 segundos por entrada irregular nos boxes, que o jogou para sétimo e elevou Pimenta a quarto no resultado final, Barreto celebrou a campanha de regularidade com o título, por quatro pontos de diferença. O curioso é que nem ele e nem o vice-campeão precisaram vencer corridas para dominar a classificação final.

Entre as equipes, o caneco ficou para a Sinister. O F1BC tem parcerias oficiais com Chiara Guitar Shop, Cockpit Extreme Racing, F1Mania, Kart For Friends, NRT Servers, PMA Diecast, Reiza Studios, Sprint Race, e F1-Brasil.

Final, 50 minutos

1 Giulio Borlenghi (Hattrick), 27 voltas

2 Maurino Jr (Vakuum), +0:14.593

3 Patrick Ramos (Pro Drivers), +0:14.789

4 Thiago Pimenta (Mondial), +0:40.990

5 Lucas Silva (Vakuum), +0:45.165

6 TH Lemos (Grip), +0:52.360

7 Carlos Barreto (Sinister), +1:00.224 (*)

8 Paulo Quintal (Independente), +1:05.004

9 Ramon Barros (Grip), +1:10.067

10 Claudio Teles (Torresmo), +1:17.934

11 Anderson Garcia (Sinister), +1:19.477

12 Marcelo Barbugli (Independente), Abandono (12)

13 Guilherme Borlenghi (Hattrick), Motor (11)

14 Pedro Jannini (Raptors), Abandono (10)

15 Danyel Albuquerque (Grip), Abandono (3)

16 Sandro Ferreira (Mondial), Abandono (1)

17 Marcelo van Kampen (KAMF), Abandono (0)

18 Gilson Junior (KAMF), Abandono (0)

Volta mais rápida: Giulio Borlenghi, 1:51.488

Pontos bônus

Gi.Borlenghi, +2 pontos pela pole e volta mais rápida

Análises pós-corrida

(*) C.Barreto, +20s Entrou ou saiu irregularmente nos boxes (14.2.7) [15]

Magny-Cours — Touring Junior | F1BC