Charlotte
F1BC Nascar Light 2014/1 @ Charlotte
Ufa. Após mais de três meses de muita velocidade, emoções, pegas, alegrias e frustrações, enfim chegamos ao encerramento de mais uma temporada do clube F1BC na noite de terça-feira (29). A despedida da T1 de 2014 não poderia ter ocorrido de forma melhor, com uma exibição de alto nível e briga pelo título envolvendo seis competidores na sétima e última etapa da Nascar Light, disputada no circuito virtual de Charlotte.
No veloz quadrioval de 1,5 milha, Rodrigo Munhoz carregava o favoritismo e precisava de um quinto lugar para levar o troféu de campeão a sua estante. No entanto, o piloto da Chiara encontrou em Ivan Castrolebre, vice-líder na tabela, um adversário disposto a aproveitar qualquer vacilo para lhe tomar a taça, já que os demais postulantes não conseguiram provocar o mesmo nível de pressão sobre o ponteiro do certame.
Castrolebre começou a campanha com a pole position, obtida com 69 milésimos de diferença sobre Rafael David. Munhoz até participou da tomada de tempos, mas ficou com o oitavo e último posto entre os que aferiram volta rápida, logo atrás do azarão André Policastro. Os demais candidatos, Luiz Bezerra, Bruno Almeida e Numzito Almeida, sequer saíram à pista nessa fase e foram posicionados na parte final da ordem de largada.
Classificação
1 Ivan CastroLebre (4Brothers), 29.331
2 Rafael David (Pro Drivers), 29.400
3 Deco Guimaraes (Chiara), 29.470
4 Felipe Portela (Sinister), 29.486
5 Marcos Paes (Raptors), 29.625
6 Rodrigo Vicente (Grip), 29.633
7 André Policastro (Raptors), 29.634
8 Rodrigo Munhoz (Chiara), 29.660
Tão logo foi balouçada a luz verde, Policastro e os dois Almeidas deram adeus às parcas chances que tinham no campeonato, visto que a presença de 16 participantes no grid garantiu a Munhoz o mínimo de 28 pontos ao fim da rodada, deixando-o alcançável somente para Castrolebre e Bezerra. Desses, Ivan eram quem mais representava perigo, já que ponteou 114 dos 120 giros percorridos e esteve sempre na briga pela vitória.
Desse modo, não restou outra alternativa a Rodrigo que não fosse usar a cabeça para maximizar a quantidade de pontos marcados.e ganhar posições na fase final da corrida, mesmo que isso significasse sacrificar seu posicionamento no terço inicial.
A tática ficou clara quando a primeira bandeira amarela foi acionada, na volta 17, devido a um acidente entre David e o retardatário Marcos Paes: enquanto todos os adversários pararam nos boxes, Munhoz seguiu na pista para marcar o tento bônus por liderar uma passagem. Quando ele enfim realizou a troca de pneus e reabastecimento, dois giros mais tarde, regressou no fim do pelotão e teve de reiniciar todo o processo de recuperação.
Cerebral como sempre, o volante da Chiara jamais se deixou desesperar pela situação e soube galgar posições com calma e segurança, especialmente nas duas confusões que geraram novas entradas do carro de segurança ao longo da noite, respectivamente na 24ª e 50ª volta. Na primeira delas, Fabio Neris perdeu o controle de sua picape na curva 3 e ficou atravessado no meio da pista; na segunda, Jorge Pezzolo triscou o muro externo antes da entrada da primeira perna, ricocheteou e acabou acertando o carro de Bruno Almeida.
Dada a última relargada, os participantes seguiram num longo trecho de 66 voltas em bandeira verde até a quadriculada, e Munhoz já se encontrava sólido entre os cinco primeiros, brigando pela segunda colocação com David e Felipe Portela. O grande pulo do gato veio no último ciclo de paradas, ocorrido com pista livre: a fim de subir ainda mais na tabela, Rodrigo antecipou um pouco seu pit e garantiu um retorno forte com pneus novos, o que lhe posicionou na vice-liderança quando a janela chegou ao fim.
Com o caneco quase assegurado, ele chegou a se assanhar para cima de Castrolebre, mas não conseguiu evitar o terceiro triunfo seguido do ás da 4Brothers, que fechou a campanha em alta como vice-campeão. De qualquer forma, a vitória não era necessária e o segundo lugar foi mais que suficiente para Munhoz festejar seu primeiro título no F1BC. Portela recebeu a bandeirada em terceiro e ajudou a Sinister a confirmar a conquista por equipes.
Final, 120 voltas
1 Ivan CastroLebre (4Brothers), 120 voltas
2 Rodrigo Munhoz (Chiara), +00.264
3 Felipe Portela (Sinister), +01.434
4 Luis Bezerra (Sinister), +18.284
5 André Policastro (Raptors), +25.566
6 Mario Wirzberger (Pro Drivers), +28.570
7 Numzito Almeida (Pro Drivers), +1 volta
8 Bruno Almeida (Independente), +1 volta
9 Djefferson Ramos (Pro Drivers), +2 voltas
10 Deco Guimaraes (Chiara), +2 voltas
11 Rafael David (Pro Drivers), +2 voltas
12 Paulo Eduardo (Grip), +4 voltas
13 Jorge Pezzolo (Grip), +9 voltas
14 Rodrigo Vicente (Grip), +78 voltas
15 Fabio Neris (Sinister), +97 voltas (**)
16 Marcos Paes (Raptors), +107 voltas (*)
Volta mais rápida: Rodrigo Munhoz, 29.379
Pontos bônus
I.Castrolebre, +2 pontos por liderar o maior número de voltas
R.Munhoz, +1 ponto por liderar volta
R.David, +1 ponto por liderar volta
Análises pós-corrida
(*) M.Paes, +20s no tempo final de prova + sem classificação na prova seguinte - Dificultou passagem quando retardatário causando perda significativa (14.2.10) [13]
(**) F.Neris, +20s no tempo final de prova + sem classificação na prova seguinte - Gerou incidente causando perda significativa (14.2.1) [24]
