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Entrevista – Domingos Frias

Entrevista – Domingos Frias

O piloto virtual que passa 21 dias em casa e 14 como técnico de manutenção de uma plataforma da Petrobras submersa em alto mar conta como, através de uma brincadeira despretensiosa, fundou a Brahmeiros, uma das maiores equipes do F1BC

Por Leonardo Felix

Transmissão da Indy Light, T1 de 2011. Abro o canal de mensagens da Race Brasil e eis que reparo em uma mensagem de funcionários da Petrobras, em plena ação na plataforma P-51, localizada na Bacia de Campos, estado do Rio Janeiro. Descobri mais tarde que os nobres petroleiros acompanhavam a corrida sob a tutela de Domingos Frias, 30, que tinha motivos de sobra para assistir e torcer por seus pupilos da Brahmeiros, equipe fundada por ele, que estavam em ação na pista.

Mineiro de Juiz de Fora, Domingos tem formação técnica em mecânica, o que lhe possibilitou abdicar da faculdade de Administração para trabalhar no ramo de petróleo, primeiro, na multinacional Schlumberger, depois, na Petrobras, após passar em um concurso. A rotina é tão peculiar quanto a função de técnico de manutenção de uma plataforma de extração petrolífera: 14 dias seguidos em alto mar, com descanso de 21 dias em casa.

Durante o período em que está no continente, Domingos aproveita para conciliar o convívio familiar com o automobilismo virtual, atividade que alimenta sua paixão pela velocidade e rememora sua curta carreira de kartista, que durou apenas três anos e teve de ser interrompida quando a fonte do “paitrocínio” secou. “Pelo menos o AV nos faz simular aquilo que a gente gosta. Pena que, por conta do meu trabalho, eu não possa disputar os campeonatos como gostaria”, afirma.

Após um período correndo de maneira independente no F1BC, Domingos Frias decidiu fundar a própria equipe, aliando o gosto pela velocidade ao apreço pelo santo suco de cevada. Surgia então a Brahma GP, que, posteriormente, se tornaria Brahmeiros. “Nunca imaginei que a equipe ficaria tão grande”, revela o juiz-forano, ao constatar que seu time, nascido de um trocadilho com uma marca de cerveja e com a Brawn GP, da Fórmula 1, transformar-se-ia num dos maiores do clube F1BC e do AV. Assim, Domingos Frias é o escolhido desta quinzena para o Lucky Dog.

F1BC – A primeira grande curiosidade sobre você é que você trabalha na Petrobras, numa plataforma em alto mar. Conte para nós como é essa profissão e como você se formou e chegou a essa profissão.
Domingos Frias – Eu me formei como técnico em mecânica, pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Entre 2001 e 2003, eu estava trabalhando como operador de telemarketing na Embratel e fazendo faculdade de Administração, também na UFJF, mas insatisfeito com o curso. Não estava feliz com o que eu fazia e meio sem perspectivas de futuro. Foi quando me surgiu uma oportunidade de ir para Macaé, no Rio [de Janeiro], em uma empresa privada, uma ótima empresa, chamada Schlumberger, que me deu várias oportunidades na área do petróleo. Então eu comecei a embarcar por lá, cheguei a fazer várias viagens internacionais pela empresa e me firmei nessa área. Até que, em 2007, eu prestei um concurso para a Petrobras e fui chamado em 2008. Então eu estou desde 2008 como funcionário da Petrobras, embarcando em uma plataforma, em uma escala de 14 dias lá e 21 em casa. Nesses dias em casa é que eu fico aí correndo com a galera, tentando conciliar família e AV.

F1BC – Qual é a tua função? Você fica em uma plataforma especificamente ou reveza? Me explica porque eu sou bem ignaro nesse tema (risos).
DF – Não, é um tema bem desconhecido pela maioria das pessoas mesmo. Quando eu trabalhava nessa outra empresa, antes da Petrobras, eu fazia embarque em várias plataformas, como Bacia de Campos, Vitória, nordeste em geral, Ceará, e tudo. Agora não. Agora eu estou fixo em uma plataforma, mas nada impede que futuramente eu vá para outra. Mas hoje eu estou trabalhando na P-51, uma boa ideia (risos).

F1BC – Eu me lembro de já ter recebido várias mensagens suas e de colegas seus assistindo a corridas lá da plataforma. Confere essa informação?
DF – Sim. Na hora da folga, à noite, tendo oportunidade, a gente liga no F1BC, na Race Brasil, onde estiver rolando corrida e estamos sempre assistindo. Inclusive, tem uma galera que está bem empolgada com essa história do AV. Vamos ver se não é só fogo de palha, porque é possível que nós tenhamos, em breve, outros petroleiros brincando com a gente.

F1BC – Que maravilha. Mas você já chegou a fazer alguma corrida de lá, levar volante e tudo, ou só compete em casa mesmo?
DF – Não, não. Só dá para brincar aqui em casa mesmo. Primeiro, pela questão da logística de levar o volante e tudo, é complicado. E segundo que lá a rede é bem restrita. Eu não posso simplesmente conectar meu notebook à rede da empresa parar correr, entendeu? Então, é inviável. Seria ótimo, porque eu não perderia corridas e poderia até estar disputando algum campeonato, mas não dá, infelizmente.

F1BC – Mas só de poder assistir de lá, já é legal. Agora, conte para nós como funciona a tua rotina de trabalho durante esses 14 dias que você fica na P-51.
DF – A rotina é relativamente puxada. A gente trabalha os 14 dias, não tem fim de semana, nem feriado. Então são 14 dias diretos, em turnos de 12 horas. Para quem acha que é mamata me ver só aqui 21 dias de pernas pro ar, tem que saber que lá a gente rala bastante. Como eu disse, eu me formei em mecânica, então eu trabalho com a parte de mecânica, de manutenção de várias máquinas a bordo. E agora eu também estou trabalhando na operação de alguns setores lá, responsáveis pela nossa água potável, pelo ar condicionado, dentre outras coisas que servem para nossa sobrevivência. E também em assuntos relacionados ao processo de extração do petróleo. Então eu me envolvo diretamente com a extração do petróleo em alto mar.

F1BC – Essa plataforma é exclusiva para a extração do petróleo?
DF – Exatamente. É uma plataforma de produção. A gente tem plataformas de perfuração, que perfuram os poços e completam os poços, deixando eles prontos para que sejam conectados a plataformas de produção como a minha. Então, na minha plataforma, existem alguns poços conectados a ela, onde o petróleo chega e é tratado, para ser exportado para um navio-tanque, ou direto para a terra.

F1BC – E como funciona essa logística para que vocês recebam água potável e alimentos? Isso vem de quanto em quanto tempo?
DF – O alimento chega através de barcos rebocadores e, se não me engano, é de 15 em 15 dias, ou toda semana. Isso é de responsabilidade de uma firma contratada, que a gente chama de hotelaria, porque é responsável pela nossa habitação lá. Então eu não sei te precisar. Água de beber é água mineral, mas nós temos máquinas que transformam água salgada em água potável. Ela é tratada de forma que ela poderia até ser consumida, mas a gente usa essa água apenas para banho, lavanderia, banheiro e para a área industrial. Mas a água de beber é mineral e a gente recebe também desses navios.

F1BC – Como você avalia a segurança dessas plataformas? Porque, há uns 10 anos atrás, houve um acidente, você deve se lembrar bem, com aquela P-36, que afundou e tudo. Como está hoje a questão da segurança dos trabalhadores? Dá para sentir segurança lá em alto mar?
DF – Olha, Léo, essa questão de segurança industrial envolve risco. Seja em alto mar, em uma siderúrgica em terra, em uma refinaria de petróleo, qualquer atividade industrial envolve risco. Mas existe um cuidado muito grande por parte da empresa e dos próprios trabalhadores, que cobram de si próprios e da empresa. Nós somos muito rigorosos com relação à segurança. Então a gente não faz nada que não se sinta seguro para fazer e é tudo muito controlado. Claro que acidentes podem acontecer. Não devem, mas podem. Mas aquilo lá foi uma fatalidade e a gente trabalha para que nunca mais aconteça algo parecido. Mas o risco sempre existe de acontecer alguma coisa, porque, como eu disse, em qualquer área industrial existe o risco.

F1BC – A empresa disponibiliza para vocês uma equipe médica para emergências? Às vezes nem por questão de acidente, mas por conta de alguém que passa mal ou algo do tipo.
DF – Sim. A minha plataforma tem uma enfermaria que é uma mini-clínica. É muito bem equipada. Mas a gente não tem um médico a bordo, é um enfermeiro e uma equipe de primeiros socorros disponível 24 horas. Em caso de algo mais grave, é chamado um helicóptero ambulância para resgatar a pessoa. Mas, graças a Deus, nunca vi isso ser necessário perto de mim. Mas pode acontecer de uma pessoa passar mal, né? Afinal, a gente está isolado. Então já tem toda uma logística e uma equipe preparada para esses casos.

F1BC – Quantas pessoas trabalham hoje na sua plataforma?
DF – Cara, isso varia de acordo com o tamanho e a finalidade da plataforma. A minha opera, hoje, se não me engano, com um número próximo a 200 pessoas. Mas existem plataformas com bem menos gente.

F1BC – A sua é considerada de grande porte?
DF – Sim, sim. É uma das maiores da bacia.

F1BC – Já falamos bastante sobre seu trabalho, né, Domingos? Afinal, não é todo dia que a gente encontra um petroleiro. Mas vamos falar agora sobre automobilismo. Como surgiu sua paixão pelo automobilismo?
DF – Eu acho que, como a maioria, vem de criança, né? Acompanhando as corridas [de Fórmula 1] todo domingo, torcendo pelo [Ayrton] Senna. Como diz a nossa amiga Naty [Perez], eu sou mais uma viúva do Senna. E quando eu tinha 10 anos, no tempo das vacas gordas, meu pai me deu um kart. E tinha uma excelente pista de kart aqui na minha cidade, onde já foi disputado até campeonato brasileiro, Rio-Minas, campeonato mineiro e tudo. Então, por três anos, eu fui piloto de kart. Aí o “paitrocínio” ficou ruim das pernas e eu tive que parar. Mas a paixão continuou. Eu nunca deixei de acompanhar as corridas, mesmo depois da morte do Senna. Eu ainda acordo de madrugada para assistir e estou sempre ligado em várias categorias. É uma paixão que está no sangue. O amor pela velocidade está entranhado mesmo e eu não consigo deixar de gostar disso. E o AV surgiu como uma oportunidade de pelo menos simular aquilo pelo qual eu sou apaixonado, né? Já que eu não posso estar bancando uma competição real, então vamos para o AV, que simula algo próximo.

F1BC – Você chegou a ganhar corrida ou campeonato no kart?
DF – Não, infelizmente. Eu cheguei a conseguir alguns pódios, mas na hora que eu estava começando a ficar bonzinho, a querer ganhar alguma coisa, foi quando eu tive que parar. E foi uma época, começo dos anos 90, em que o esporte aqui na região, acho que no país em geral, não estava bom para ninguém, então o grid estava hiper reduzido. Eu cheguei a fazer corrida comigo e mais dois na pista, entendeu? Estava difícil para todo mundo. Então, foi quando o esporte começou a morrer aqui na minha cidade. Tanto que hoje nem existe mais a pista, infelizmente, porque hoje, com a situação do país melhor, seria uma chance boa de eu voltar a correr, mesmo que de brincadeira. Mas a pista mais próxima está a uns 300 km daqui, então fica meio complicado.

F1BC – E você conheceu o AV como? Você começou já no online ou simulou offline antes?
DF – Rapaz, eu sou do tempo do F1 Grand Prix, o primeiro que saiu. Então eu brincava com aquilo ali do GP1 ao GP4. Não me adaptei ao F1 Challenge, porque eu não tinha volante e eu acho que ele era o mais próximo de uma simulação e necessitava de um volante e eu nunca joguei bem de teclado. Então eu jogava muito GP4. Foi quando começaram a surgir uns volantinhos mais baratos, eu comprei um e comecei a brincar com o GP4 e aí, quando foi em 2008, já um pouco atrasado, me apresentaram ao rFactor. Aí eu não parei mais e nunca mais instalei o GP4 na minha máquina.

F1BC – Em 2008, com o rFactor, você já começou competindo online?
DF – Foi direto. Eu fiquei alucinado com a ideia de poder competir com outras pessoas e estar num servidor com 20, 30 carros e sabendo que não era o computador. Para mim, correr contra o computador perdeu completamente a graça naquele momento. Eu comecei a conhecer as ligas, conheci o F1BC e fiquei alucinado. Não me entrava mais na cabeça competir contra o PC.

F1BC – Todo mundo fala a mesma coisa. Quando você começa a correr contra pessoas, não quer mais correr contra o computador mesmo. Mas conte para nós como foi o começo. Você teve muita dificuldade para se adaptar, chegou tomando pau de todo mundo ou já entrou competitivo?
DF – Até que eu tive, já de cara, uns bons resultados, quando eu comecei a correr de Clio. Comecei andando entre os 10 [primeiros], cheguei a conseguir um pódio e não cheguei a apanhar muito em termos de pilotagem, de como guiar um carro. Claro que depois de três anos eu aprendi muito e tenho hoje uma noção completamente diferente de quando eu comecei. Mas eu não apanhei de tomar 5s da galera, eu estive sempre no bolo. Eu apanhei mais na questão de comportamento em pista, porque eu não tinha aquela noção ainda de frear muito antes quando eu estou atrás de alguém. Dei um bocado de pancada na traseira de colegas aí, por falta de noção, mesmo. Eu apanhei mais nesse sentido. Mas eu comecei andando relativamente bem, em termos de pilotagem.

F1BC – E quais foram seus melhores resultados no F1BC?
DF – No F1BC, eu lembro que ganhei em Indianápolis, pela Indy Light, na primeira temporada da Indy Light, e depois ganhei em Laguna Seca, mas essa eu acabei não levando por conta de um toque em que eu tomei uns segundos de punição e acabei perdendo a vitória. Mas o meu maior defeito, que o pessoal até sempre brinca comigo, é que eu sou muito fominha. Saio me inscrevendo em tudo quanto é campeonato. E nisso, eu não consigo me dedicar a um campeonato e a uma corrida específica. Então às vezes eu tenho uma corrida hoje, amanhã outra, depois outra e o treino fica em segundo plano. Eu não conseguia entrar bem em uma corrida específica. Eu estou aprendendo isso na marra agora, porque eu estou envolvido com outras coisas aqui, montando um negócio, então não estou tendo muito tempo para me dedicar ao AV. Eu estou participando agora de um campeonato mais longo, de Fórmula 1 da SpeedV, que acompanha o calendário real, e eu estou me saindo muito bem nessa competição. E não é [pela falta de] nível dos pilotos, porque a gente tem ali na pista pilotos conhecidos do F1BC, como o Ciro Nishimura, Eliezer Nunes, Fábio Zittel, entre outros. E eu estou conseguindo ótimos resultados porque eu estou me dedicando exclusivamente a esse campeonato. Então eu estou vendo que essa fome que eu tinha de me inscrever em tudo que é campeonato só me atrapalhava. Mas era por paixão mesmo, porque eu gostava e por experimentar o mod, achar bom e querer correr com ele. E nisso você acaba dando tiro para todos os lados e não acerta nada.

F1BC – Verdade. E, além de piloto, você também fundou uma equipe que hoje é uma das conhecidas do AV, a Brahmeiros. De onde surgiu a ideia de fundar essa equipe? E por que o nome Brahmeiros?
DF – Isso foi uma brincadeira. Logo que eu aprendi a mexer no Photoshop para pintar os carros, eu estava com uns amigos meus de Juiz de Fora, que até começaram a brincar com o rFactor, entraram em algumas competições, mas depois abandonaram, e aí eu pintei um carro com o logotipo da Brahma. Sou tomador de cerveja, gosto mesmo da danada, então eu pintei o carro com o logo da Brahma. E aí eu estava participando de algumas competições do F1BC sem equipe e pensei: “vou montar uma equipe para mim”. E um amigo meu deu a ideia, logo no início de 2009, quando veio a Brawn GP, que estava ganhan
do tudo na F1, de criar, em alusão à Brawn GP, a Brahma GP, fazendo esse trocadilho, essa brincadeira com a Brawn GP. Aí, na temporada seguinte, para evitar qualquer tipo de problema com direitos autorais e vendo que o AV estava se tornando algo mais profissional – também sabendo que a própria Brahma chama o bebedor da sua cerveja de brahmeiro -, decidi mudar o nome para Brahmeiros.

F1BC – Hoje a Brahmeiros é uma das maiores equipes do F1BC e do AV. Quando você fundou essa equipe, passava pela sua cabeça torná-la o que ela é hoje, com tantos pilotos e disputando tantos campeonatos?
DF – Não, cara. Não mesmo. Eu queria um grupo de pessoas que gostassem de estar na pista nas mesmas categorias que eu. Não foi muito isso o que aconteceu de início. A equipe ficou muito forte nas categorias de Indy, que eu gosto, mas não é meu forte, eu prefiro as categorias de misto. Mas era uma equipe pequena, fechada, só da galera bagunceira mesmo, de um ficar um zoando o outro no TS e tal. Com a vinda da Naty e do Mario Wirzberger, eles deram um up na equipe, no sentido de chamar mais pessoas. Eles vieram e trouxeram uma turma muito boa para a equipe. Então deu essa reforçada na equipe no começo do ano, graças à Naty e ao Mario, que trouxeram essa galera. Consequentemente, graças ao Daniel [Fonseca] também, que trouxe o Mario e a Naty.

F1BC – Veio uma galera boa mesmo, tirando o Rodolpho Amorim, claro. Agora, como chefe da Brahmeiros, na medida em que a equipe foi crescendo, aumentaram também as responsabilidades, né? Você já teve que passar por situações de estresse com pilotos e organização de alguma categoria para defender os interesses da Brahmeiros?
DF – Sempre rola alguma coisinha assim. Eu não teria como te dizer algo em específico, mas estresse sempre rola. Você está lidando com pessoas, então sempre rola. Ainda mais aqui, que são pessoas de vários lugares diferentes, às vezes pode ser complicado. Mas, graças a Deus, a turma aqui é muito boa e em termos de responsabilidade o que eu cobro muito e peço muito, dentro do box, é a questão do fair play. E como a gente é considerado uma equipe forte em oval, é uma das coisas que eu brigo muito, a questão de comportamento na pista. Eu não aceito que um cara mergulhe por dentro e o que está por fora venha dando fechada. Isso é algo que eu abomino e não aceito que alguém da minha equipe faça isso. Então são esses tipos de coisa que eu tento passar para a equipe, entendeu? Que mesmo que a gente não ganhe por conta disso, que a gente chegue atrás, mas não se envolva em incidentes comprometedores.

F1BC – Existe, na equipe, algum requisito de obtenção de resultado, ou vocês liberam os pilotos para correrem e se divertirem sem cobrança por resultado?
DF – É diversão e fair play, só isso. Ganhar a gente quer, lógico. Isso aqui é uma brincadeira, mas eu falo que é uma brincadeira séria, né? Ninguém vai para a pista querendo chegar em último, todo mundo quer ganhar. Mas não há cobrança, uma obrigatoriedade, nada disso. O que eu faço questão é que o cara não atrapalhe a corrida de ninguém. O cara pode chegar em último, tomar 10s por volta toda corrida, tanto faz. Ele não atrapalhando a corrida dos outros e cumprindo as regras, está em casa.

F1BC – Você comentou que está se dedicando ao campeonato de Fórmula 1 do SpeedV. No F1BC, você vai competir em alguma categoria na T2?
DF – Eu estou tirando férias durante essa T2 do F1BC. Mas eu volto na T3. Isso é por conta de eu estar mais atarefado durante os 21 dias que eu passo aqui em terra. Então eu estou me dedicando só a esse campeonato, mas isso só na T2. A Brahmeiros está vindo muito bem na Indy Pro. Na Formula Pro tem o Rodolpho [Amorim] e o Mohamad [Mourad], que são muito bons. Não posso esquecer também o Emerson [Faria] e o Elizeu [Filho], que estão muito fortes na GT Pro também. Eu iria correr com eles, mas acabei desistindo na última hora. Enfim, vamos esperar a T3 e ver aí onde eu consigo me encaixar.

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